segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O Papa que não é pop

Esta semana o Papa Bento XVI proferiu um discurso repudiando os países que institucionalizaram através de Leis a descriminalização do aborto. O Papa pediu ainda aos fiéis católicos que votem com acuidade e esmero em candidatos – do Brasil – que são a favor do aborto. Com tais palavras, o Papa Bento conscientemente ou não, favoreceu ao Candidato José Serra, pois a Candidata Dilma Rousseff foi alvo de várias calúnias e difamações sobre a sua posição religiosa e, sobretudo, na questão do aborto.
            O conservadorismo da Igreja Católica atravessa séculos, a mesma Instituição religiosa que acenou para a realização das cruzadas, interditou o casamento de seus sacerdotes, condena o casamento entre pessoas do mesmo sexo, vedou qualquer exposição teórica de que a terra era redonda e defendia com veemência o geocentrismo, promoveu inúmeras sentenças de morte e tortura sobre a efígie da Inquisição, assentiu na conquista da América aos povos infiéis – índios – permitindo a execução dos mesmos em caso de resistência à verdadeira religião, esconde do público que os Papas quando falecidos são mumificados – mumificação é um rito fúnebre egípcio e pagão – ocultou e selou sob uma lápide os inúmeros casos de pedofilia de seus principais representantes em todo o planeta. Como se isso não bastasse, a Igreja ainda é contrária aos meios anticoncepcionais que evitam em muitos casos a gravidez indesejada e a defesa contra variadas doenças sexualmente transmissível.
            A meu ver, a Igreja Católica está bastante ressentida com a laicidade do Estado. Por mais de um milênio a Igreja deteve o primeiro lugar da humanidade como a instituição religiosa e também política de maior importância dentre todas. Controlava as decisões políticas e espirituais de milhões de pessoas. Era a regência do governo teocrático. Com o advento do renascimento, iluminismo e a formação dos Estados Nacionais a Igreja Católica percebeu que seu poder político estava se esvaindo. O Estado se tornou laico, houve a ruptura entre Estado e Igreja, política e religião. Isso quer dizer que nenhuma nação ou país deve – doravante – possuir credo religioso oficial, pois a premissa básica do Estado é a de que as pessoas devem possuir liberdade de expressão, crença, política, ideológica, econômica e social. Com este rompimento o Estado fortaleceu-se devido à descrença no conservadorismo como modelo ideal a ser seguido. Novas descobertas científicas só foram possíveis graças à separação entre Estado e Igreja. O conservadorismo é uma prisão, as pessoas demasiadas conservadoras são intolerantes, despóticas e dogmáticas. O Discurso do Papa Bento XVI soa semelhante. O conservadorismo fecha as portas da liberdade subjetiva. A mesma Igreja que se diz dialógica possui seu poder espiritual e político hodierno através do derramamento de muito sangue. A Igreja Católica deseja recuperar e manter o poder religioso e ideológico sobre as pessoas. Digo que Ela é intolerante pela ausência de humildade em reconhecer que as pessoas são livres para agir e pensar propriamente. A Igreja Católica está inquieta, o Islamismo já se tornou a maior religião monoteísta do planeta, isso deve incomodar bastante a Roma. Vamos aos fatos.
            Entre os séculos XI e XIII ocorreram às guerras que posteriormente foram denominadas de Cruzadas. Consistiam em guerras entre as duas maiores religiões da época – Cristianismo e Islamismo – muitas pessoas morreram em nome da religião católica que desejava retomar o controle político da cidade santa, Jerusalém. Essa era a ideia difundida entre os camponeses, artesãos, comerciantes e guerreiros, mais na verdade, o objetivo central da guerra era a obtenção de mais terras (naquele período o que mais possuía valor eram as terras), controle de rotas comerciais e etc. A igreja disseminou uma ideologia falsa entre os fiéis para que os mesmos aderissem e apoiassem à campanha militar, sobretudo, incutindo na mente das pessoas a inverdade de que os muçulmanos eram hereges. Milhares de pessoas morreram em nome da Igreja Católica a partir de palavras intencionais proferidas pelos seus representantes.
            Muitos teólogos discutem-se sobre se a interdição dos sacerdotes ao matrimônio foi benéfica ou não para o cristianismo. O Celibato foi instituído pela primeira vez no século XII, neste caso, ficou assim instituído que os padres não podiam se casar. A Igreja defende que os sacerdotes devem casar-se apenas com Deus, dedicando-se exclusivamente a religião cristã. Mas Segundo Léo Huberman (1986):

Enquanto os nobres dividiam suas propriedades, a fim de atrair simpatizantes, a Igreja adquiria mais e mais terras. Uma das razões por que se proibia o casamento aos padres era simplesmente porque os chefes da Igreja não desejavam perder quaisquer terras da Igreja mediante herança aos filhos de seus funcionários. (Grifo meu)

            A razão da proibição dos casamentos aos seus sacerdotes era meramente econômica. A Igreja não deseja perder parte de suas terras, em outras palavras, parte de sua fortuna. Devemos ressaltar que, ainda segundo Huberman, a Igreja detinha de 20 a 30% das terras férteis da Europa naquele período. Perder suas terras significava perder poder. Vale salientar que na Idade Média a acumulação das riquezas eram medidas através da quantidade de terras. Outra postura intolerante do Papa é sobre o homossexualismo e sua eventual regularização através da união conjugal. Em alguns países a união entre pessoas do mesmo sexo é permitida, como por exemplo, na Argentina. Talvez o Papa não saiba, mas o homossexualismo é mais antigo do que a própria Igreja Católica. Existem cenas em pinturas rupestres espalhadas em abrigos sob rocha de todo o planeta reproduzindo cópulas sexuais entre parceiros do mesmo sexo há pelo menos 12 mil anos atrás. O discurso da Igreja Católica é repleto de contradições, enquanto Ela condena e repudia os homossexuais e lésbicas como posturas inadequadas e impróprias à sociedade, seus sacerdotes, em muitos casos, cometeram os mesmos delitos velados a sua função. Ela concomitantemente condena a homossexualidade e oculta casos de pedofilia cometidos por seus humildes representantes, os sacerdotes. Que contradição.
            Ainda na Idade Média, a Igreja Católica conferia a si própria como a única fonte do saber autêntico e verdadeiro. Filósofos, curandeiros, teóricos e intelectuais da época foram perseguidos, aprisionados, julgados e condenados à tortura ou morte. Qual foi o crime? Procurar a verdade sobre os fatos! Dizer, por exemplo, que a Terra era redonda e que o sol era o centro do universo eram crimes gravíssimos. Crimes passíveis de pena de morte. Galileu Galilei, Menocchio, Giordano Bruno entre outros, são apenas exemplos dessas pessoas que tiveram que negar o resultado de suas pesquisas, caso contrário, seriam executados em praça pública. Alguns negaram suas pesquisas como um meio de resistência a intolerância da Igreja na perspectiva de preservarem suas próprias vidas, outros, contudo, mantiveram sua ética e moral acima de tudo, e mesmo assim foram condenados a fogueira. Era a Inquisição fazendo suas vítimas. Tudo isso em nome da religião cristã.
            A conquista da América foi outro episódio cruento. No período da Descoberta do novo continente os colonizadores se depararam com povos estranhos, que praticavam hábitos incomuns aos seus olhares. Quando a Igreja soube da descoberta mandaram emissários (Jesuítas) para catequizar aquelas pessoas, pois, segundo a Igreja, aqueles povos não possuíam alma, nem tampouco religião, foram chamados de infiéis. O processo de encontro entre as culturas do Velho e Novo Mundo foi muito sangrento, muitos povos indígenas foram impelidos a seguir a religião cristã à força, caso contrário, seriam punidos e torturados diante de todos (as). O interesse da Igreja Católica era conseguir mais fiéis para sua religião a qualquer custa, contudo, não temos dados plausíveis sobre o número de vítimas, mais temos uma projeção:

O século XVI veria perpetrar-se o maior genocídio da história da humanidade. [...] A expansão do cristianismo é muito mais importante para Colombo do que o ouro, e ele se explicou sobre isso, principalmente numa carta destinada ao papa. [...] Sem entrar em detalhes, e para dar somente uma ideia global (apesar de não nos sentirmos totalmente no direito de arredondar os números em se tratando de vidas humanas), lembraremos que em 1500 a população do globo deve ser da ordem de 400 milhões, dos quais 80 habitam as Américas. Em meados do século XVI, desses 80 milhões, restam 10. Ou, se nos restringirmos ao México: às vésperas da conquista, sua população é de aproximadamente 25 milhões; em 1600, é de 1 milhão. (TODOROV, 1999: p. 06, 11, 158. Grifo meu)
           
            Se as estimativas de Tzvetan Todorov estiverem corretas, foram exterminados mais ou menos 70 milhões de vidas no Novo Mundo. Vale salientar que nem todos foram exterminados, alguns índios foram vítimas das doenças alijadas pelos colonizadores e também pelos trabalhos forçados (escravismo) nos minérios. Mesmo assim, um genocídio maior do que o número de vítimas da Segunda Guerra mundial. Tal genocídio ocorreu aqui na América apoiado pela Igreja Católica e desencadeado pelas coroas portuguesa e espanhola.
            Segundo a Revista Americana National Geografic, os Papas quando falecidos são submetidos à mumificação. Isso é muito contraditório para a Igreja. Mumificação é um rito fúnebre característico dos egípcios – embora pesquisas recentes de arqueólogos comprovam que as múmias mais antigas até então descobertas foram aos dos Chinchorros, povo que habitava o deserto do Atacama –, mas os egípcios não eram pagãos segundo a própria Igreja? Ainda segundo a National Geografic, os Papas após a cerimônia religiosa são velados e depositados em ataúdes de mármore e colocados no subsolo da Basílica de São Pedro. Muitos católicos não sabem disso.
            Talvez o maior abalo sofrido ultimamente pela Igreja Católica tenha sido as sucessivas acusações de pedofilia cometidas por seus sacerdotes. Recentemente, a mídia impressa e audiovisual divulgou milhares de casos envolvendo padres que abusaram sexualmente de crianças em vários países do planeta. Aqui no Nordeste, o caso de maior repercussão foi o do Monsenhor de Arapiraca que foi filmado realizando relações sexuais com adolescentes que eram seus sacristãos. Decerto, se o casamento fosse permitido entre os sacerdotes esses casos hediondos de pedofilia, quiçá, não ocorressem.
            A maior polêmica de todas refere-se ao aborto. O Papa Bento XVI em nome da Igreja defende a proibição do aborto em qualquer hipótese, mesmo em casos de incesto – quando um pai abusa sexualmente da filha – e estupro. Para a Igreja, quem cometer o aborto, médicos, parteiras, farmacêuticos e a mãe devem ser excomungados da religião cristã. O tema inegavelmente é muito polêmico, mas é anterior em milênios a própria Igreja Católica. Antropólogos, historiadores e arqueólogos já comprovaram que a prática do aborto é remotíssima. Ocorre há milhares de anos. No período pleistocênico que é o período compreendido entre o alvorecer da humanidade até 12 mil anos atrás, os humanos praticavam o aborto. É preciso enfatizar que a interdição de vida não era um ato malévolo, mas um meio de garantir a sobrevivência do grupo. Supõe-se que as mulheres da pré-história concebiam em média de quatro a cinco filhos, mas esse ciclo ocorria mediante a geração de um filho a cada quatro anos. Isso era necessário por questões de sobrevivência e manutenção da própria espécie. Por exemplo, caso uma mulher tivesse um filho com pouco mais de um ano e por uma eventualidade engravidasse novamente, fazia-se o aborto para promover a sobrevivência do primeiro filho (a). Casos semelhantes a estes foram observados na etnia Yanomami da Amazônia. O antropólogo americano Chagnon estudando os hábitos dos Yanomami presenciou o parto de uma mulher, mas em seguida a própria mãe matou o recém-nascido. Interrogada sobre o motivo do infanticídio de sua criança ela lhe respondeu que não desejava tirar o leite do filho mais velho. Esse ato não é de crueldade, mas uma forma de sobrevivência ao grupo. Os gregos também praticavam o aborto, sobretudo, em Esparta onde as crianças recém-nascidas com defeitos físicos ou mentais eram abandonadas na floresta ou jogadas de um penhasco. A prática do aborto é remotíssima, antecede em milênios a própria Igreja Católica. Obviamente, no mundo de hoje, criou-se a pecha em atribuir o aborto como um crime terrível. Não pretendo justificar o aborto como uma prática admissível, mas estou apenas analisando historicamente a sua prática na humanidade! Segundo matéria recente do Jornal O Globo, estima-se que a cada dois dias uma mulher morre vítima de um aborto clandestino. A Igreja está condenando a admissão do aborto em casos de risco de morte da mãe e em casos de estupro. É preferível o aborto nos hospitais nestas situações do que a realização de abortos na clandestinidade onde existe maior risco de morte para as mães.
            O Papa Bento XVI não é pop por esses motivos, ele e sua Igreja defendem com veemência valores e tradições que, a meu ver, estão em milênios ultrapassados, ficaram para trás. Padecem do olhar etnológico, antropológico, sociológico e histórico das culturas espalhadas pelo nosso planeta. Não existe apenas a religião cristã no mundo, inclusive, o cristianismo é um amálgama (mistura) de paganismo, judaísmo e helenismo (gregos) assim como a maioria das culturas existentes. Não há em todo o planeta uma única cultura puritana. A Igreja católica é muito conservadora nesse sentido, emitem posicionamentos sem fundamentos éticos, morais e científicos sobre os fatos, incorrendo, muitas vezes, num discurso dogmático, intolerante, despótico e ultrapassado. A Igreja desconhece outros conhecimentos que não os religiosos, são irredutíveis com a ciência que deu mais contribuições significativas à humanidade do que a própria Igreja. O Papa e seu séquito deseja que as pessoas não possuam racionalidades próprias, quer comandar até mesmo o pensamento e a mente das pessoas, como se apenas a religião fosse a única e inquestionável verdade. O Filósofo Francês André Comte-Sponville defende que “a ignorância restringe a liberdade das pessoas, mas só o conhecimento é capaz de libertar as pessoas”. O discurso do Papa Bento XVI é repleto de incertezas, incoerências, desconhecimento histórico e acima de tudo ultraconservador. Nietzsche dizia que a moral é o medo. Há milênios é isso que a Igreja Católica tem pregado a seus fiéis, o medo.

6 comentários:

  1. - ocultou e selou sob uma lápide os inúmeros casos de pedofilia de seus principais representantes em todo o planeta, PORÉM ESTATISTICAMENTE EXISTE MAIS PASTORES PROTESTANTES PEDÓFILOS QUE PADRES OU QUALQUER PESSOA NÃO LIGADA A IGREJA CATÓLICA, O QUE NÃO QUER DIZER QUE A IGREJA EM SIM, O FUNDAMENTO DELA ESTEJA LIGADO COM OS CASOS DE PEDOFILIA, HOMENS ERRAM...

    - Igreja ainda é contrária aos meios anticoncepcionais que evitam em muitos casos a gravidez indesejada e a defesa contra variadas doenças sexualmente transmissível. A IGREJA É CONTRA ESSE BANDO DE PESSOAS SEM UMA VISÃO DE FAMÍLIA TOTALMENTE DESENFREIADA, A IGREJA É A FAVOR DA UNIÃO DE PESSOAS DO MESMO SEXO, NAMORO, CONSTRUINDO UMA FAMÍLIA COM O CASAMENTO, BOA EDUCAÇÃO E ISSO SIM, MAIS SE NO MUNDO EXISTE DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS COMO EXISTE É PROBLEMA DAS PESSOAS QUE NÃO SEGUIRAM UMA VIDA FAMILIAR CORRETA.

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  2. Há uma frase interessante do filósofo brasileiro Mário Sérgio Cortella: "As pessoas não aprendem com os erros. As pessoas aprendem com as correções destes erros". Sua colocação baseada em dados estatísticos - não sei qual foi a sua fonte - de que os Pastores são mais pedófilos que os Padres Católicos não muda em nada a discussão, a meu ver, você transferiu que outra religião, neste caso, os evangélicos são mais culpados que os padres da Igreja Católica. O objetivo do texto não era minimizar a culpa de pastores - o que você deve saber - os pastores podem ser casados, o que influi menos na prática da pedofilia. O que pretendi mostrar, ainda, é que a impedição do casamento dos padres foi uma decisão história, fincadas em interesses econômicos e políticos, inclusive citei a fonte: Leo Hubberman. Talvez, você não tenha entendido a minha linha de raciocínio.
    Pelo que sei, a Igreja é contrária a união de pessoas do mesmo sexo a milênios, provavelmente você deve desconher este fato histórico, inclusive a prática do homossexualismo é anterior a própria Igreja Católica! Não estou fazendo apologia ao homossexualismo, mas defendendo uma liberdade que é direito de ser de cada um.
    Com relação a família ratifico seus pensamentos, pois, a família está deteriorada, esmigalhada, abalada social há algumas décadas, e isso é responsabilidade do capitalismo.
    Entendo sua inquietação, parece-me que você quando leu meu texto, leu o mesmo com o olhar da religião, que diga-se é um olhar dogmático, intransigente e relutante, não sou eu que digo, basta olhar para a história que a mesma lhe mostra o passado e presente do cristianismo - que, a propósito, é uma religião surgida de outra: o judaismo, sendo assim, quem conhece um pouco de história sabe que se sua religião não é genuína, pura, imaculada, o silêncio deve repousar.
    Obrigado por participar da discussão.

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  3. Euclides Raimundo18 de maio de 2012 14:07

    Parabéns Chico!belo texto.

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  4. Obrigado Euclides, continue lendo e opinando sobre minhas reflexões. Abraços.

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  5. O texto é claramente preconceituoso, insere a velha tentativa de desacreditar o cristianismo a partir de uma mentalidade anticristã e absurda do ponto de vista da Verdade Cristã, a ICAR não é perfeita, porém há inverdade no texto. Desafio: Veja o site do Padre Paulo Ricardo www.padrepauloricardo.org.br e apresente a ele seu texto , e veja o parecer intelectual e sobre o mesmo.

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  6. Não redigi o texto valendo-se de informações preconceituosas, muito pelo contrário, utilizei as fontes históricas (inclusive citando algumas) que revelam atrocidades e atos de ignorância, preconceito e desrespeito pelas diferenças culturais cuja Igreja segregava, humilhava, torturava e, como em alguns casos, decidiu pela pena de morte as pessoas que pensavam, que eram racionais e enfrentavam o poder secular da Igreja. Em história e filosofia é muito difícil estabelecer termos como VERDADE, assim como você menciona: Verdade cristã. O papel da história, enquanto ciência é revelar acontecimentos históricos que muitas instituições gostariam de calar, silenciar e ocultar o lado funesto e tenebroso de suas ações. Eu, como historiador, não finco verdades absolutas, pelo contrário, questiono usando fontes e acontecimentos históricos que a ampla maioria dos pesquisadores aceitam, assim como, aceito suas críticas oriundas de seu conhecimento religioso. Por fim, não uso textos de religiosos como fonte de pesquisa, mas em geral, de historiadores, filósofos, arqueólogos e sobretudo, de conhecimento científico, que ao meu ver, são mais seguros e prazerosos. Abraços.

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